Médicos diagnosticam. Advogados mapeiam risco. RH administra. Quem projeta a solução?
A NR-01 obriga toda empresa brasileira a identificar e controlar riscos psicossociais no trabalho a partir de maio de 2026. O mercado respondeu com plataformas de terapia, laudos de compliance e blindagem jurídica. Tudo necessário. Nada suficiente.
Falta quem olhe para o problema como problema de design: como o trabalho foi organizado, que feedback loops existem entre o sofrimento do trabalhador e as decisões de gestão, e o que exatamente estamos medindo quando dizemos que um programa de bem-estar "funciona."
Este site ocupa essa cadeira vazia.
Panorama
Dados que o debate ainda não organizou
Jurisprudência
47 decisões trabalhistas sobre dano psicossocial, filtráveis por tribunal, setor, tese e valor. O padrão que emerge: organizações condenadas repetidamente pelos mesmos defeitos estruturais.
Ecossistema
Mapa de forças do campo NR-01: quem regula, quem pesquisa, quem vende, quem defende, quem cobre. Cinquenta e um atores, dez categorias, três coalizões. Duas cadeiras vazias.
Ensaios
Quando bem-estar é marketing
Programas de wellness corporativo falham quando são desenhados como campanha e medidos como campanha. A diferença entre resultado de marketing e resultado de saúde não é de intenção. É de design.
O que significa design aqui
Design não é aparência. É intencionalidade: projetar cursos de ação para transformar situações existentes em situações preferíveis. A disciplina que falta na mesa da NR-01 existe há quarenta anos. Só não foi convidada.
O custo de não projetar
Cada real perdido com adoecimento mental no trabalho é sintoma de uma decisão de design que ninguém tomou. A NR-01 não cria o custo. Ela revela um custo que a empresa já paga de forma desordenada.